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Xbox Music e o novo jeito de consumir música

Com o anúncio do novo sistema de streaming de música da Microsoft, o Xbox Music, a disputa por este segmento do mercado fica mais acirrada. A tecnologia de streaming é aquela utilizada para rádios on-line ou no saudoso MySpace (que está para voltar): você não baixa o arquivo inteiro para sua máquina e ouve tudo ali mesmo no navegador.

Já há vários anos que pesquisas têm indicado nos EUA uma diminuição do interesse do público em baixar MP3 e acumular lotando HDs e DVDs de backup. Dependendo do seu nível de dependência musical, não tem disco rígido que dê conta – e os artistas mais ortodoxos choram pela distribuição ilegal. O público começou a migrar para a facilidade do streaming e serviços como Spotify, OiRdio e Grooveshark ganharam popularidade. É a versão “netflix” da música: pague uma mensalidade, ouça o que quiser (os acervos são generosos) e até sincronize em seus aparelhos móveis para ouvir off-line.

Todos eles tentam bater de frente com o grande rei do pedaço na música digital que é o iTunes. Por lá o foco não é streaming, mas a venda direta de álbuns e arquivos individuais. A Apple reina, já que realmente mudou o curso do rio da música digital. Acontece que com a chegada da Microsoft, o rio pode começar a entortar de novo: o Windows é o sistema operacional de desktops mais popular no mundo e o Xbox 360 tem 60 milhões de unidades vendidas.

As primeiras críticas ao Xbox Music são muito positivas. Fala-se até em perfeição, no famoso blog Gizmodo. O serviço é essencialmente similar ao Spotify ou OiRdio: um grande catálogo de músicas para ouvir, montar sua lista, sistemas de recomendação e sincronia para ouvir offline. A marca busca a convergência das plataformas da Microsoft, como o Windows 8, Windows Phone e também no console Xbox 360.

No próximo dia 26 acontece o lançamento oficial do novo sistema operacional Windows 8 e o tablet Surface. Neste dia devem acontecer demonstrações ao vivo de como o Xbox Music funciona, mas as imagens divulgadas já garantem um visual incrível. O único ´”problema” apontado por quem já testou é a exclusividade das plataformas: por enquanto, só quem tem produtos ou sistemas da Microsoft vai usufruir do serviço.

Com assinaturas mensais na média dos US$ 10, as plataformas de streaming de música buscam facilitar a vida do seu público-alvo. Como já contei por aqui, aderi o OiRdio, por exemplo, por ter cansado de me preocupar com espaço no HD e pelo belo catálogo de músicas nacionais. No fim das contas, além de resolver os problemas pessoais, os novos sistemas se afirmam como uma forma de divulgação que agrada aos artistas.

Há um novo jeito de ouvir música e ele é mais “agnóstico de plataformas”, como diz o pesquisador Tiago Dória. Exclusivismos não agrada ao público e a Microsoft talvez tenha de repensar parte da estratégia: queremos ouvir, o que gostamos de ouvir, em qualquer dispositivo, a qualquer hora, do nosso jeito. Afinal, o que importa mesmo aqui é a música.

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